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Doses de Realidade

Ando um pouco assustada com a vida. As pessoas, por mais que eu não queira, vivem me surpreendendo. Algumas para o bem e outras para o mal. Sei que ninguém é santo, nem demônio. Também sei que expectativas são apenas expectativas. Mas as pequenas decepções ocorrem diariamente, é inevitável. Eu decepciono, você decepciona, eles decepcionam. E assim a vida segue, um pouco decepcionada, mas com um tantinho de fé.

O mundo nunca vai ser um lugar seguro, tranquilo e mágico.
Nada é como nas telas de Hollywood, nosso filme não anda em slow motion nas principais cenas, não existe a palavra perfeita, sua música preferida não começa a tocar em momentos especiais, você não é uma diva de cinema, o mundo não para para você se recompor, nada é para sempre e nenhum sofrimento é eterno. É bem isso: nada é para sempre e nenhum sofrimento é eterno. Tudo tem fim, inclusive alegrias e tristezas. Sei que parece meio duro dizer isso, não pense que estou descrente, a realidade me visita de vez em quando e tenho essas crises de franqueza. É que não dá para viver de sonho, de luz, de esperança. Precisamos, também, viver de realidade e enxergar as coisas como elas são.
[…]
Asperezas sempre existirão, bem como adversidades. Nada é bom para sempre, nada é ruim eternamente. Dias bons e ruins irão nos acompanhar até o último dia de nossas vidas. O grande questionamento é: como viver esses dias? O que fazer com eles? Como suportar medos e conflitos? Simples: vivendo. Não é sobrevivendo, é vivendo mesmo. Precisamos fazer o que podemos fazer. Nem mais, nem menos. Temos que encarar medos, sustos, passado, angústias, desamores e seguir. Encontrar algo que estimule e procurar viver da melhor forma que conseguirmos. Não dá para se achar mártir, não dá para desistir, não dá para pensar que nada tem jeito. As coisas têm, sim, jeito. Talvez não aquele que queremos, sonhamos ou desejamos. Mas tudo tem uma saída. Nossa grande missão é achá-la.

Clarissa Corrêa

Liberdade de Expressão

lorena986 | via Tumblr

A internet nos propicia muitas coisas. Somos uma geração que cresceu, amadureceu e fortaleceu suas opiniões sentados à frente do computador. Existe muita coisa boa para se fazer e se aprender online. Quantos assuntos exploramos, pesquisamos, conhecemos, quantas coisas descobrimos, quantos textos lemos, quantas fotos observamos através da tela do computador? E isso é realmente fascinante e acredito que a maioria sinta-se perdido quando passa um dia ou dois longe do computador, do smartphone ou das redes sociais. Seja para pesquisar, compartilhar ou simplesmente interagir, a internet é extremamente útil e fascinante. O problema começa quando as pessoas utilizam a “coragem” ganha através da tela para colocar pra fora (e mostrar à todos) o que de pior guarda dentro de si.

O que mais vejo quando entro no facebook (ou qualquer outra rede social) não são as pessoas interagindo com seu círculo de amizades, conhecendo novas pessoas, compartilhando fotos ou tudo o que, pelo menos na teoria, era para ser feito ali. O que vejo são discussões intermináveis, xingamentos excessivos e uma falta de noção completa – tudo em nome da “liberdade de expressão”, dizem. Não acredito que existam coisas que não sejam passíveis de discussão – o que existe é local, hora e pessoas para se discutir. Discutir não é brigar: discutir é conversar, expôr pontos de vista diferentes e até chegar a uma conclusão, mesmo que uma das partes mude de opinião durante o processo. Não tem certo ou errado: as pessoas são diferentes, pensam de forma diferente e tem diferentes visões de mundo. Não é errado discutir, não é ruim – muito pelo contrário. Acredito que quanto menos tocamos num assunto, mais força ele ganha e as consequências são piores para todo mundo. Mas o que menos acontece nas redes sociais são discussões saudáveis. O que vejo é um bando de pessoas desnorteadas, cada qual querendo gritar mais alto e impor sua opinião como verdade absoluta a todo o universo – e isso eu não aceito. Ninguém concorda com uma pessoa porque essa gritou mais alto, teclou em caps look ou xingou a mãe do criador da rede social. Tem gente que ignora o conceito de “liberdade de expressão” e o confunde com uma porção de coisas. Liberdade de expressão não te dá o direito de desrespeitar os outros, não te dá o direito de excluir, oprimir, humilhar ou ridicularizar ninguém. 

Não vivemos em cima do muro. Todos temos opiniões formadas sobre uma porção de coisas, e sobre o que não temos vamos formando ao longo da vida. Não é errado discutir, mudar de ideia, perceber que errou e que podia aprender um pouquinho mais antes de julgar-se com toda a razão. Eu já mudei de ideia várias vezes sobre uma porção de coisas. Continuo mudando. Espero chegar aos 60 com muitas incertezas na cabeça ainda. Então, pra quê tanta prepotência? Aonde queremos chegar com isso? Será que somos mesmo os donos da razão? Quando eu era criança uma professora me disse que temos uma boca e dois ouvidos para escutar mais antes de falar – e nunca nada foi tão verdadeiro. O bom senso não exclui a liberdade de expressão, só nos dá a maravilhosa oportunidade de ponderar um pouquinho mais sobre o que dizemos, pensamos e acreditamos. Porque afinal, as palavras tem poder. E nós sabemos disso. 

Solteiros de Plantão

Semana do Dia dos Namorados e fiz entrevista com alguns casais que vocês podem conferir aqui e aqui. Fiquei muito feliz pela repercussão dos posts e queria agradecer novamente aos casais que participaram. E recebi também muitas mensagens de amigos que não namoram e ficaram depressivos com os textos. KEEP CALM! Fiz uma sessão de fotos com algumas blusas com o tema ”Dia dos Namorados” e vou mostrar em breve pra vocês, massss encontrei um texto da Marcella Fernanda que achei muito bom para os solteiros não ficarem tristes hahaha E esse post é especial pra vocês

fundo

”Estar solteiro não é estar sozinho, que fique claro. Sozinho é quem é metade, independente de estar namorando ou não. Estar solteiro é quase um estado de espírito, é a bipolaridade em forma de status de relacionamento. Como tudo na vida, tem seus altos e baixos, cada um opta pelo que prefere: uma vida leve ou o vício de sofrer. Ser solteiro é poder ir pro bar, pra balada, pro show, pro mundo. É ter romances e não ser de ninguém. É o carinho sem compromisso, o beijo sem decepção, histórias breves e sem mágoas. Tem quem escolha esperar o telefonema no dia seguinte e ficar criando ilusões, buscando jeitos novos de sofrer.  Ser solteira é ter o controle, é negociar com o coração, é pele, amigos, diversão. Mais sorrisos e menos lágrimas, mais desapego e menos drama. Ter alguém pra dividir é lindo, mas transformar o ter-alguém numa necessidade é triste, porque a maioria dos alguéns só subtrai, suga vida, sonhos, amor. Mas sabe o que é lindo também? Se completar. E ir brincando de amor e liberdade por aí, sem deixar a brincadeira ficar séria. Acima de tudo, ser solteiro é entender e esperar a hora certa, a pessoa certa, o que o destino reserva e amém. Porque não tem como apressar as coisas, só ir se entregando em vão, ir se perdendo e se machucando. Não tenho pressa, tenho amor. E sabendo do valor do amor e principalmente do meu, prefiro me poupar e continuar brincando. Porque se não vale a pena, nem entra na minha vida. Se não vai me fazer sorrir, por favor, não roube meu sorriso.”

tres

Fotografo: Renan Damascena
Blusa: Coleção Dia dos Namorados – Marisa
Calça: Calvin Klein