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Dica de filme: Moonlight

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Oii galera, tudo bem? Estou de volta com mais uma dica de filme pra vocês! Pra quem ainda não me conhece, sou o Hugo, colaborador do blog Teka Tecla :) Mês de férias está acabando, mas ainda dá tempo de descansar e assistir um filminho, né? Hoje vou trazer pra vocês uma dica de filme que foi vencedor do OSCAR:

MOONLIGHT: Sob a Luz do Luar

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Dirigido por Barry Jenkins e escrito Tarell Alvin McCraney, MOONLIGHT traz a história de Chiron, um menino pobre, que sofre bullyng por ser diferente dos colegas de classe, que tem uma mãe usuária de drogas e que não gosta dele, e no qual seu melhor amigo é o chefe do tráfico da região. Tudo isso fez com que Chiron crescesse um jovem triste, tímido e reprimido, ainda mais na fase da adolescência, quando o bullyng se torna agressão por ele ser homossexual.

Se você gosta do gênero drama, esse filme é um prato cheio. Além da reflexão sobre o preconceito contra os homossexuais – apesar de ser um tema bastante abordado em outros filmes, da forma que foi abordado neste eu nunca tinha visto. Jovens da periferia que são “obrigados” a se encaixarem no estilo “bad boy” (caso contrário podem até sofrer agressões físicas, além é claro, das psicológicas), e que sofrem muito internamente por não poderem ser quem realmente querem ser – o filme traz outras reflexões interessantes sobre temas polêmicos:

1 – Mães usuárias de drogas que não conseguem ajudar seus filhos no dia a dia e eles acabam tendo que se virar sozinhos ou com ajuda de estranhos que as vezes estão mal-intencionados;

2 – O bullyng agressivo nas escolas que causa uma revolta tão grande em quem está sendo zuado, que pode levar a uma vingança mais agressiva ainda.

SIM, um filmão desses… tinha que ganhar o OSCAR mesmo! Ah, uma dica para quem chora em filmes, prepara os lencinhos, e claro: a pipoca.

É isso galerinha! Espero os comentários de vocês aqui em baixo em?! Beijos e ótimo filme!

6 filmes que estão concorrendo ao Oscar 2017 que você precisa ver

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Olá, olá! Por aí vai tudo bem? Aqui quem vos escreve mais uma vez é o Gui Guimarães (dono da página de cinema Claquette). Antes de mais nada, peço desculpa pelo meu sumiço. Você sabe, né? Fim e começo de ano nos tiram totalmente da rotina e a gente acaba ficando meio sem ritmo para escrever e fazer as coisas bonitinhas que nos deixam felizes, não é verdade? Porém, aqui estou eu falando daquilo que mais amo na vida: Cinema. Hoje trago dicas especiais de filmes que estão concorrendo ao Oscar deste ano e que precisam ser vistos não só para você ficar por dentro do circuito de cinema hollywoodiano, mas também para acrescentar positivamente na sua formação como pessoa e cidadão do mundo. Então, bora lá? :D

1) “Estrelas Além do Tempo” (Theodore Melfi/2016/) – Título original: “Hidden Figures”

Estrelas Além do Tempo

Neste longa-metragem, acompanhamos a história de 3 amigas, Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, que trabalhavam na NASA nos anos 60, desempenhando importantes funções em seus respectivos cargos. Mesmo elas estando por trás de grandes feitos na  história espacial dos Estados Unidos (e da Terra), sendo responsáveis pelo bem-sucedido lançamento do astronauta John Glenn para a órbita do planeta e seu cálculo de retorno em segurança, Johnson, Vaughn e Jackson sabem que o maior desafio de todos é diário e constante: enfrentar o preconceito segregacionista das pessoas unicamente por serem negras. Um filme estrelado por Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe que nos ensina verdadeiras lições de vida e nos transmite uma crítica bem interessante sobre a sociedade em que vivemos, pois mesmo sendo feito sobre os anos 60, muita coisa ainda se aplica aos dias de hoje, infelizmente. Se você busca por uma película recheada de diálogos e falas que destroem discursos de ódio, essa é a opção certa.

2) “Manchester à Beira-Mar” (Kenneth Lonergan/2016) – Título original: “Manchester by the Sea”

Manchester à Beira-Mar

Às vezes, um drama não precisa nos fazer chorar incontrolavelmente para nos fazer compreender as dores e o sofrimento de um personagem e nem por isso ele é menos eficaz. Ao assistir esse filme, tive a nítida impressão de estar acompanhando um relato sincero, honesto e quase documental da vida de Lee Chandler, vivido por Casey Affleck. Como se eu estivesse lá, presente em casa cena, apenas observando. Diálogos incrivelmente duros marcam a película e nos ensinam que muita coisa pode ser dita pelo não dito. Um drama para refletir.

3) “La La Land – Cantando Estações” (Damien Chazelle/2016) – Título original: “La La Land”

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A bela história do casal Mia e Sebastian nos envolve do começo ao fim, literalmente. É uma tarefa quase impossível não se entregar de coração e alma aos mais variados embalos rítmicos do filme, que vai desde canções empolgantes à mais tênues baladinhas apaixonadas. “LLL” me cativou de verdade e quem gosta de musicais também vai se sentir hipnoticamente atraído pelo filme. Mas nem só de música boa, ótimos figurinos e uma excelente direção de arte foi feita esta obra. Existe uma mensagem muito bacana implícita na narrativa que nos faz pensar sobre as nossas prioridades. É um verdadeiro soco no estômago para quem gosta de clichês.

4) “A Chegada” (Denis Villeneuve/2016) – Título original: “Arrival”

A Chegada

Esse filme é pura poesia em forma de imagens e sons. Tão cheio de sutilezas e nuances que chega a ser difícil decifrá-lo por completo. O espectador faz um mergulho profundo nos anseios e sentimentos, nas angústias e paixões da Dra. Louise Banks, interpretada pela brilhante (e ignorada pelo Oscar) Amy Adams, uma linguista que é chamada pelo governo dos Estados Unidos para decodificar um idioma alienígena, na esperança de que assim humanos e aliens possam estabelecer um diálogo. Esqueça seus preconceitos contra filmes sobre “ETs” porque este longa-metragem desconstrói tudo o que você acha que sabe a respeito.

5) “Moonlight – Sob a Luz do Luar” (Barry Jenkins/2016) – Título original: “Moonlight”

Moonlight - Sob a Luz do Luar

É alarmante como, no mundo todo, ainda existem pessoas que não se atentem aos danos que o bullying pode causar na vida de alguém. Em “Moonlight”, acompanhamos a trajetória de Chiron, um negro gay da periferia de Miami. Se sofrer algum tipo de preconceito já é doloroso, imagina ser duplamente alvo de pessoas preconceituosas? A única coisa que tenho a dizer sobre este filme é: Obrigado. Devo agradecer pela sua identidade, os seus desejos, as suas angústias. Little, Chiron, Black: Todos esses nomes são acepções do mesmo sujeito. Uma vida fragmentada, estilhaçada, destruída e reconstruída a partir de um trauma. Ao mesmo tempo, penso “Moonlight” como uma espécie de “Boyhood” às avessas. Diferente do projeto de Richard Linklater, a ideia aqui é perseguir a existência de uma pessoa ao qual o “sonho americano” não alcança. É difícil medir, nesse sentido, a quantidade de sofrimento e de indecisão que esse homem, negro e gay, duplamente discriminado, passa durante o filme. Estou também totalmente fascinado pela atuação sensível de Mahershala Ali; pela trilha sonora delicada, mas, ao tempo, presente; e pela fotografia. “Moonlight” é cinema dos grandes, daqueles que nos fazem pensar.

6) “Capitão Fantástico” (Matt Ross/2016) – Título original: “Capitain Fantastic”

Capitão Fantástico

Poderia fazer uma breve análise sobre o filme, mas ficarei com uma bela frase dele: “Poder ao povo! Abaixo ao sistema!”. Só dela ter sido proferida num filme indicado ao Oscar (ápice do egocentrismo capitalista) é motivo suficiente para fazer dele um clássico recém-nascido. Belíssimo em amplos sentidos! O espectador pode ver de perto a vida alternativa de uma família norte-americana que optou viver numa floresta. Longe da civilização, eles aprendem juntos a viver no planeta sem agredir o meio-ambiente e se tornam pensadores natos já que a única diversão é ler e descobrir coisas novas a respeito do mundo.

Já assistiu algum desses filmes? Conta nos comentários! Espero que gostem das recomendações. Até a próxima! :D